quarta-feira, 24 de junho de 2009

"politica"

O assunto é político, mas colocou em destaque a liberdade de expressão e o poder da internet. No Irã, com o conturbado resultado das eleições, tanto a conexão à internet quanto a rede celular foram suspensas no país, que se tornou um campo de batalha. As informações divulgadas pela dita “grande imprensa” são, na maioria das vezes, superficiais. Porém, no meio da violência, blogueiros e usuários do Twitter têm conseguido levar detalhes dos acontecimentos correntes, em tempo real e driblando a censura, em uma ação nunca antes vista.
De acordo com o site do jornal britânico The Times , repórteres em Teerã informam que redes sociais como o Facebook e o Twitter estão sendo derrubados após a vitória duvidosa de Mahmoud Ahmadinejad. Isso se deve ao fato de que muitos usuários estão expressando sua indignação quanto ao resultado, e tentam noticiar a repressão imposta pelo governo após a revolta dos cidadãos. A causadora disso tudo seria uma tecnologia especial que estaria sendo testada pelo governo para censurar qualquer notícia que circule pelo país ou mesmo saia dele.
“A internet agora está muito lenta, assim como a rede de telefonia. YouTube e Facebook são difíceis de serem acessados e os sites pré-reforma estão completamente inacessíveis”, diz um relato no site Repórteres sem Fronteiras . “Uma eleição democrática é aquela na qual a imprensa é livre para monitorar o processo eleitoral e investigar alegações de fraude, mas nenhuma dessas condições foi permitida na suposta reeleição de Mahmoud Ahmadinejad”, completa o site.
Em tom de crítica ao concorrente, o jornal The New York Times recomenda à CNN , que vem fazendo uma cobertura aquém do esperado da situação iraniana após as eleições, que busque no Twitter as novidades sobre o país, uma vez que o site vem sendo mundialmente criticado pela cobertura falha do caso. O tópico de busca “#CNNFail” ( CNN falha) chegou a ser o terceiro mais comentado no “Trending Topics”, lista do Twitter que mostra o que está sendo mais falado, ficando atrás apenas de #iranelection (eleições iranianas) e #iremember (evento particular do site). Os usuários estariam criticando o site pela total falta de cobertura no acontecimento, diz o site CNET . Mesmo blogs ocidentais têm dado mais atenção ao fato do que a mídia tradicional.